07 janeiro 2015

VITÓRIA DA MOBILIZAÇÃO: Juliano recua e abre diálogo com a Corsan

A mobilização da sociedade contra a intenção do prefeito Juliano da Silva (PMDB) de municipalizar o serviço de água e esgoto do município, atitude que abriria a possibilidade de privatização do serviço fez com que o mandatário recuasse e retomasse o diálogo com a CORSAN, empresa pública responsável pelo serviço.


Desde que a intenção do prefeito foi manifestada através de entrevistas e relesses para a imprensa, a sociedade tem repudiado a atitude do mandatário que sem nenhum debate e nenhum dado concreto apresentado tentou prejudicar um serviço tão essencial para a população.

Foram centenas de manifestações indignadas nas redes sociais e diversas atividades e debates que envolveram entidades, vereadorxs e trabalhadorxs da Corsan que formaram um Comitê Popular em defesa da Água e contra a Privatização.

Na tarde de hoje, uma audiência pública seria realizada mesmo sem o apoio do Poder Legislativo que chegou a negar aos integrantes da Comissão de Serviços Públicos da casa a cedência do espaço, questionando que no período de recesso não poderia ser realizada uma Audiência Pública proposta pela comissão.

Após a confirmação da abertura do diálogo do prefeito com a nova direção da CORSAN, o Comitê Popular decidiu adiar a audiência pública e aguardar os encaminhamentos das conversas entre a prefeitura e a estatal

MOBILIZAÇÃO IMPÔS DERROTA POLÍTICA EM JULIANO

O prefeito Juliano encontrou no meio do caminho a mobilização forte da sociedade e teve que recuar para não sofrer um desgaste ainda maior. Ele pode até justificar que retomou o diálogo porque o governador José Ivo Sartori (PMDB) vai pagar os atrasados e cumprir o contrato e fazer um grande investimento etc etc... Afinal são chamas da mesma fogueira, Mas na vida real, e fora dos devaneios e alucinações do prefeito, o recuo só teve um motivo. Seria uma derrota feia quando judicialmente ele tivesse que comprovar os seus argumentos e viesse à tona que o contrato renovado em 2010 está sendo cumprido. Juliano recuou porque iria causar um rombo ainda maior pois teria que indenizar a CORSAN e todos os investimentos da estatal através do PAC seriam perdidos. Aliás, Juliano em dois anos de governo já mostrou sua capacidade impressionante de perder recursos já garantidos pelos governos do PT.


Aprenda prefeito, nem sempre tua vaidade é maior que a força da comunidade mobilizada. Estamos de olho...   

02 janeiro 2015

COMPLEXO DE BRITTO: Juliano abre caminho para privatizar a Água

A ameaça feita pelo prefeito Juliano da Silva (PMDB) na imprensa de que o município está iniciando os tramites para romper o contrato com a CORSAN pegou a população de surpresa e os primeiros dias de 2015 serão de muita luta e mobilização da sociedade contra esse ato irresponsável e oportunista do prefeito que nada mais é do que uma operação lenta para a abertura do caminho para uma ação mais grave e séria que pode prejudicar toda a população, principalmente a mais carente: a PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA.

Desde que o prefeito tornou público os seus devaneios, a população tem se manifestado contrária ao gesto arbitrário e unilateral protagonizado pelo prefeito. Além disso, a crítica é também pelo fato de não se ter segurança da capacidade técnica e tecnológica da atual gestão em criar uma empresa pública que possa dar conta do trabalho de saneamento no município.

VEREADORES MOBILIZAM PARA AUDIÊNCIA PÚBLICA

Assim que tomaram conhecimento da intenção do mandatário, os vereadores de oposição Zé Roberto (PT), Everlei Martins (PSB) e Olavo Zizico (PRB) organizaram uma reunião com o Superintendente regional da CORSAN, Almir Osmari e definiram uma Audiência Pública para tratar o assunto já na próxima semana.

PARA ENTENDER O RETROCESSO DAS VAIDADES DE JULIANO

O contrato em curso foi renovado em 2010 pela administração Vilson Roberto (PT) ainda no governo YEDA. Pelo novo contrato a Corsan permanece com a operação do sistema de abastecimento de água, cujo acesso está disponível à toda população urbana, e ficará com a responsabilidade de elevar o percentual de atendimento com coleta e tratamento dos esgotos sanitários dos atuais 25% para 100% nos próximos 20 anos. O novo contrato seguiu as normas estabelecidas pela lei do saneamento e suas bases gerais foram definidas por uma comissão formada por técnicos da Corsan, Agergs, Famurs e interveniência do Ministério Público. 

PERCA DE MAIS DE 26 MILHÕES DE INVESTIMENTOS DO PAC

A ameaça do prefeito em romper o contrato com a CORSAN pode fazer com que o município perca  mais de R$ 26,5 milhões do PAC que foram conquistados em 2013 em um projeto de qualificação dos serviços de esgoto conquistado pela estatal. 

MUNICÍPIO PODERÁ TER QUE INDENIZAR A ESTATAL

Outro prejuízo a vista é o fato que os municípios que optarem pelo rompimento de contrato com a Companhia terão que arcar com indenização pela encampação dos ativos da empresa na cidade. No caso de Cruz Alta, o patrimônio da Companhia é calculado na ordem de R$ 48 milhões,Além disso, caso o caminho seja a Privatização, a prefeitura terá de abrir mão dos recursos provenientes do Orçamento Geral da União, que só são repassados para as cidades que mantém a concessão gerida por empresa pública.

O CASO URUGUAIANA


Um exemplo é a cidade de Uruguaiana que deixou de receber cerca de R$ 64 milhões a fundo perdido, por estar sem contrato com a CORSAN.Este recurso, se fosse aplicado em Uruguaiana, em dois anos já elevaria o percentual de atendimento com esgotamento sanitário de 23% para 60% que pode ser considerado como excelente no sistema brasileiro.

13 dezembro 2014

O POVO NÃO É BOBO: Juliano é vaiado em inauguração de ESF

De um lado o povo se manifestando contra o prefeito ( Foto publicada no CADE)
Enquanto o Juliano fazia caras e  bocas em obra conquistada por Vilson ( Foto publicada na página da prefeitura)

Um grupo de moradores da Zona Leste aproveitou a ilustre presença de vereadores, secretários e do prefeito Juliano da Silva ( PMDB) no ato de inauguração da Estratégia de Saúde da Família do Bairro de Fátima para deixar alguns recados para os mandatários que mesmo a contra gosto tiveram que ler e ouvir as reivindicações e denúncias dos moradores.

Na cabeça dos governistas, a manhã desta sexta-feira  tinha tudo para ser de holofotes, beijos e abraços do povo para o seu prefeito. Mas ao invés disso, o que o prefeito teve que ver foi a coragem e determinação de um grupo de manifestantes que denunciaram o descaso e o atraso que o atual governo causa para o município e para o seu povo. Especialista em usurpar obras e recursos que foram conquistados pelo governo anterior como se fosse conquista sua, desta vez Juliano tropeçou na indignação da população que não aguenta mais a situação que está o município. Esses manifestantes mostraram com seus cartazes, suas vaias e suas reivindicações que o povo não deve temer seus governantes, pelo contrário, são os governantes que devem temer seu povo. 

Segundo um dos manifestantes que foi ouvido pelo blog após o manifesto, a inauguração da obra que estava  95% pronta quando o atual prefeito assumiu foi um ótimo momento para o grupo se manifestar. "Nós queríamos chamar a atenção para a situação que está nossa cidade e nossos bairros. Ele ( Juliano) só quer saber de festa e deixa nossa cidade entregue às traças, o movimento não foi pra tumultuar, foi para denunciar e pedir providências. 00


AS PAUTAS DO MANIFESTO

Nos cartazes dos manifestantes as reivindicações dialogavam com a situação precária das ruas e o retorno de Cruz Alta ao título de "capital dos buracos" ( detalhe, a rua que passa ao lado do ESF foi remendada somente na quarta-feira, e somente nas proximidades da unidade de saúde). 

A solução para as famílias do Núcleo Habitacional Santa Bárbara também foi cobrada. Como sabem, o governo perdeu os mais de R$ 5 milhões que seriam para a reforma dos blocos e as famílias que lá vivem continuam sobrevivendo na precariedade enquanto o governo pouco ou nada faz para resolver a situação. 

A praça da Juventude de mais de R$ 2 milhões que teve seu recurso perdido e ia beneficiar milhares de jovens da Zona Leste

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que passa ano e mais ano e continua com as portas fechadas. 

A falta de estrutura e de apoio para a incubadora industrial também foi uma das reivindicações dos moradores.

E os problemas mais gerais como  a falta de medicamentos, de professores, de médicos e de merenda escolar foram denunciados pelos manifestantes

TOMAR ÀS RUAS

O ato corajoso dos moradores da Zona Leste deixa um desafio para toda a população. Justo a Zona Leste, que no chamado "Pacto por Cruz Alta" é chamada de zona de criminalidade mostrou que por mais difícil que seja transformar a realidade, quando se reivindica em grupo, a possibilidade de conquistar os nossos direitos fica mais próxima. Talvez o recado seja para todos nós. Para que saiamos da comodidade do protesto virtual ( que é necessário e bem vindo) não nos baste mais, e que aos poucos nossa população tome às ruas e as redes para transformar o futuro de nossa cidade, porque ao chegar na metade de sua gestão, Juliano da Silva impôs a população de Cruz Alta mais de uma década de retrocessos.